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Bastonete de Auer
27/08/2018 |    #Leucemia  #Padronização  #Hematoscopia  #HemoClass Leucemias
Em nossa página, todas as vezes que postamos um blasto com presença de bastonte de auer, alguém de imediato já sugere LMA m3. Em nossos cursos práticos também esse fato acontece. O que é isso? São inclusões citoplasmáticas compostas de mieloperoxidase e enzimas lisossomais. Nada mais do que agrupamento de grânulos azurrófilos que estão presentes nos blastos das leucemias mielóides agudas. Geralmente estão em forma de agulhas, mas podem aparecer com formato arredondado, e neste caso, são denominados corpos de Phy. Na leucemia mielóide aguda m3, ou simplesmente leucemia prómielocitica aguda, podem aparecer células repletas de bastonetes de auer, as quais são chamadas fagot cells.    Entretanto algumas situações precisam ser esclarecidas referentes ao bastonete de Auer: Bastonete de auer é patognomônico de LMA, ou seja, sempre que houver bastonete de auer, estamos diante de uma LMA. Nem toda LMA possui bastonete de Auer. Esta inclusão pode aparecer na LMA M1, M2, M3 e M4, mais raramente na M5, ou seja, ele não é exclusividade da LMA m3. Este achado é extremamente importante para o diagnóstico das leucemias, e quando não encontrado, é importante que se relate o seguinte: Bastonetes de auer não foram encontrados durante a hematoscopia. Em colorações rápidas, dificilmente os bastonetes de auer serão visualizados. Somente BLASTOS possuem bastonetes de Auer, outras células com inclusões parecidas, as mesmas não devem ser consideradas como bastonetes de auer. Leucemia Linfóide Aguda JAMAIS apresentará bastonetes de auer nos linfoblastos.   Com estas informações fica mais fácil direcionar nosso trabalho quando estivermos frente à um quadro sugestivo de leucemia aguda.   Essas situações serão todas comentadas no curso HemoClass Leucemias, que está com inscrições fechadas no momento.    Tem interesse em nosso curso? Faça seu cadastro na lista de espera clicando AQUI, e seja avisado assim que as inscrições abrirem!!! http://8afd56e.contato.site/listadeesperahemoclassleucemiasaabr  
O que esperar de um bom hemograma
31/07/2018 |  
Essa é uma questão amplamente discutida em congressos. O ponto pacífico é que um bom hemograma deve ser direto, enxuto e informativo. Deste modo o perfil interpretativo deve levar em consideração os índices hemantimétricos e as observações do analísta clínico, de modo a não ser redundante em informações. O que os números revelam, não se faz necessário descrever. Por exemplo, um paciente que tenha uma hemoglobina baixa com VCM e HCM diminuídos, já está caracterizado pelos índices como sendo portador de uma anemia microcítica e hipocrômica, não sendo necessário descrever. O mesmo acontece com leucocitose, DNE, linf. reativa, etc... As observações devem ser utilizadas, se necessário, para situações não reveladas pelos índices hemantimétricos, como granulação tóxica, vacúolos de citoplasma, alterações morfológicas de série vermelha e demais achados morfológicos da lâmina. Veja o vídeo que gravamos sobre esse assunto logo abaixo!!!
12 fatores para uma hematologia de excelência
18/07/2018 |    #Padronização  #Consultoria  #exames
Considerando a opinião de profissionais que trabalham diretamente com hematologia, averiguamos quais são os fatores a serem considerados para um serviço de hematologia de excelência:   1. Coleta adequada supervisionada por um profissional analista clínico. Muitas vezes a coleta é realizada por pessoas treinadas para coletar, mas que não conhecem cuidados específicos de determinados exames. Uma coleta traumática, por exemplo, altera totalmente os exames da coagulação.  2. Lâmina feita na hora da coleta. Este é um ponto fundamental. O tempo de contato da amostra com EDTA induz à alterações nas células sanguíneas, que podem induzir a resultados equivocados da análise hematoscópica.  3. Coloração adequada. Os corantes rápidos não apresentam uma boa coloração de estruturas intracelulares. Em casos de doenças onco-hematológicas, a observação fica comprometida com estes corantes, sendo sempre indicado um corante de referência como MGG, Leishman, Wright.  4. Hematoscopia realizada em aumento de 100X. Embora isso seja amplamente recomendado, sabe-se que vários profissionais preferem fazer a diferencial em aumento de 40X. Este procedimento é inadequado pois pode ocultar estruturas celulares importantes.  5. Interpretação dos resultados liberados pelo aparelho. Sem dúvida a automação veio para ficar e dificilmente um laboratório de médio porte suportaria uma rotina sem ela. Entretanto é fundamental que se saiba interpretar os resultados fornecidos pelo aparelho para saber o que laudar e o que fazer.  6. Tempo de processamento das amostras. O sangue em contato com o EDTA pode, depois de certo tempo, modificar não só a morfologia das células mas também a contagem das mesmas, principalmente das plaquetas.  7. Revisão de lâminas. Todas os hemogramas que apresentam flags do aparelho devem ter as lâminas revisadas. Ainda seria ideal uma amostragem em torno de 5% de modo aleatório dos hemogramas normais, pois existem patologias que não alteram o hemograma, mas apresentam alterações celulares.  8. Controle de qualidade externo e interno. Como todos os setores de um laboratório, o controle de qualidade na hematologia também é de fundamental importância para balizar os analistas perante situações já conhecidas.  9. Laudos simples e informativos. A estruturação do laudo dos exames de hematologia deve levar em consideração diretas e indutivas. O que os números revelam não é necessário relatar. Deve-se usar as observações para descrever situações, estruturas e células não avaliadas pelo aparelho.  10. Treinamento dos analistas. Uma situação que deve ser constante. Quem faz hematologia deve ter o olho calibrado para células diferentes das que se vê no dia a dia da rotina, então os cursos práticos e treinamentos se fazem necessários para estes profissionais.  11. Valores próprios de referência. De acordo com a localização, etnia, perfil populacional, altitude, e diversos outros fatores, os valores populacionais dos exames laboratoriais podem ser diferentes. Esse fato é sabido e, devido a ele, se recomenda que cada laboratório estipule os seus valores de referência de acordo com a população atendida.  12. Assessoria. Um bom serviço de assessoria pode trazer uma credibilidade ainda maior aos exames hematológicos em todas as fazes do processo. Este fator foi considerado por boa parte dos profissionais e ainda considerado um dos fatores mais importantes para um serviço de hematologia de excelência. Conheça o serviço de assessoria remota da hemoclass no link abaixo.              https://hemoclass.kpages.online/assessoriaremota
Esferocitos
18/07/2018 |    #Padronização  #Hematoscopia  #exames
O eritrócito normalmente possui a forma de um disco bicôncavo, apresentando um halo central e uma distribuição de hemoglobina na zona periférica. Alterações em sua forma são sugestivas de doenças e devem ser, sempre que presentes, relatadas no hemograma. Os esferócitos tem as concavidades reduzidas, atingindo um formato esférico. Não possuem o halo central mais claro, e ainda pode ser visto como hemácia com tamanho relativamente menor do que as hemácias normais. Diferentemente do que muitos pensam o esferócito NÃO é exclusivo da esferocitose hereditária. Qualquer quadro de hemólise pode induzir a formação de esferócito. A presença de esferócitos juntamente com aumento do CHCM pode, desta forma, sugerir um quadro de esferocitose hereditária. Como relatar: Deve ser visto a quantidade de esferócitos por campo e quantificar em cruzes (+,++,+++,++++), ou de forma discreta, moderada e intensa. O que significa: Um quadro de hemólise tanto intra quanto extravascular.
Corpos Apoptóticos
21/06/2018 |  
As células em apoptose muitas vezes são confundidas com outras células e inclusões. Trata-se de um processo normal, que dificilmente é visualizado em lâminas de pacientes normais. Entretanto, se visto, não remete à nenhum quadro patológico. Nas doenças onco-hematológiccas, estes corpos apoptóticos são vistos com mais frequência devido ao grande número de células circulantes. Trata-se de uma célula que está fazendo cariólise, com cariopicnose pelo processo de apoptose. 
Quando um coagulograma não serve para NADA
04/06/2018 |  
Um caso interessante que se repete muito Brasil afora. Um clínico de uma cidade do interior solicitou um coagulograma à um laboratório pequeno, com suspeita de hemofilia. O laboratório fez TC, RC, contagem de plaquetas e TAP. Todos com valores normais. O clínico então descartou a possibilidade de hemofilia. Comentários: Não se admite um coagulograma sem TTP. A interpretação dos exames de triagem deve ser conjunta, ou seja, se analisar o TAP e o TTP conjuntamente. O TC e RC são exames que não auxiliam em nada o diagnóstico, portanto devem serdescartados. Falando de hemofilia, trata-se da deficiência de fator VIII ou IX, avaliados pelo TTP, ou seja, somente o TTP se altera nas hemofilias. Este coagulograma incompleto jamais teria uma sugestão diagnóstica de hemofilia. O que se tem à fazer é adequar o coagulograma com a inclusão do TTP e então fazer uma interpretação correta do caso. Recomendo, para entendimento desta situação, o ebook mais vendido de 2018: Interpretação do Coagulograma e Novos Parâmetros Plaquetários!!! https://pay.hotmart.com/B7412595N?checkoutMode=10  
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