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TAP e TTP afinal para quê
22/02/2018 |    #Padronização  #Hemostasia e Coagulação  #Coagulograma  #exames
Rotineiramente aparecem situações a se pensar no laboratório de análises clínicas. Essa é realmente interessante. Eu já havia visto um caso semelhante relatado em uma pós graduação, e agora este caso aparece em um dos laboratórios que prestamos assessoria remota. RELATO: Paciente feminino, 32 anos, fazendo exames pré-operatórios (cirurgia plástica), somente com relatos de epistaxe (pouco frequente), sem mais sintomas clínicos. É solicitado um hemograma, TAP e TTP. Tanto o TAP quanto o TTP se mostraram normais, e também a contagem de plaqueta se mostrou normal. O clínico então solicita dosagem de todos os fatores da coagulação. Você concorda com esta conduta? DISCUSSÃO: Primeiramente, o que deve ter levado o clínico a suspeitar de problemas de coagulação é o relato de sangramento nasal. Mesmo que infrequente, este fato chamou a atenção do médico. Entretanto, quanto a conduta de solicitação de dosagem de fatores, ela é inadequada. Veja: Conforme discutido no módulo 1 e 2 do curso HemoClass HC, deficiência de fatores de coagulação vão remeter à sintomas do tipo coagulopatia, que são hematomas e hemartroses principalmente. Os exames de triagem TAP e TTP são excelentes para verificação da cascata de coagulação. São padronizados e principalmente CONFIÁVEIS. Quando um TAP está normal, pode-se garantir a normalidade de todos os fatores avaliados por ele (VII, X, V, II e I), e se o TTP se mostra normal, também pode-se afirmar a normalidade de todos os fatores avaliados por ele (XII, PK, CAM, XI, VIII, IX, X, V, II e I). Em algumas raras situações, a diminuição de algum fator pode ser compensada pelo aumento de outro, por exemplo, uma diminuição de VIII pode ser compensada pelo aumento de XI, mas isso é raro e o paciente apresenta sintomatologia compatível com quadro de coagulopatia. Epistaxe é mais sugestivo de púrpura. Desta forma, o pedido de dosagem dos fatores é inconsistente e desnecessário, pois com a normalidade dos exames de triagem, o clínico deveria direcionar o estudo para a agregação plaquetária, se fosse o caso. Um TS bem feito pode indicar problemas de agregação de plaquetas, entretanto a epistaxe não é exclusiva de problemas de agregação plaquetária, podendo estar presente em vários outros casos, como problemas vasculares ou até mesmo ser uma situação sem causa definida.
Para que serve VPM e PDW
31/01/2018 |    #Coagulograma  #exames
Os novos parâmetros plaquetários fornecidos por alguns aparelhos automatizados acabam sendo suprimidos em interpretações por muitos profissionais da área da saúde. É importante que se saiba sobre estes parâmetros, pois eles apresentam interpretações importantes, e quando fornecidos, não representam custo adicional ao laboratório, e podem auxiliar em casos importantes como pacientes com risco de doença cardiovascular. São vários os novos índices, mas os que mais são contemplados pela maioria dos aparelhos de automação são o VPM e o PDW.   VPM – Volume Plaquetário Médio: Assim como o VCM para as hemácias, este índice mede o volume médio das plaquetas (tamanho), e é útil em diversas situações. Este índice apresenta relação com problemas cardíacos, visto que plaquetas grandes agregam mais facilmente e podem formar trombos, o que se torna um fator de risco independente para o infarto agudo do miocárdio (IAM) e para o aparecimento da obstrução arterial coronariana na angina instável. Um aumento do VPM seis meses após o IAM é associado a maior risco de futuro infarto. Na trombocitopenia, se VPM se apresentar diminuído, o problema é de origem medular, e aumentado se estiver acontecendo uma maior destruição periférica das plaquetas. Recentemente se associou o VPM como um possível marcador inflamatório, sendo que o mesmo se mostrou diminuído em doenças crônicas como lúpus e artrite em atividade em comparação à pacientes portadores com doença inativa. Também se mostra diminuído em doenças inflamatórias do intestino. Em pacientes grávidas o VPM pode predizer um quadro de pré-eclâmpsia, e em hipertensos, além de ser um fator de risco para IAM como já mencionado, pode indicar estenose de artéria renal. Seu aumento está associado também com outros quadros como circunferência abdominal, IMC (índice de massa corporal) elevado e aumento da glicemia de jejum.   Trocando em miúdos: 1) Para cardiopatas, um aumento do VPM pode representar um risco maior para IAM. 2) Em grávidas, o aumento do VPM pode predizer um estado de pré-eclâmpsia. 3) Nas trombocitopenias, o VPM aumentado sugere consumo ou destruição periférica de plaquetas, e o VPM diminuído sugere problema com produção medular de plaquetas.   PDW – índice de anisocitose plaquetária: É um análogo do RDW, e mede a anisocitose plaquetária. Pode ser utilizado também para distinguir uma trombocitopenia por destruição (PDW aumentado) de uma situação de diminuição de produção (PDW normal ou diminuido). Um PDW aumentado reflete uma maior variedade da população plaquetária, o que acontece em situações como ativação plaquetária na trombose e produção de plaquetas devido ao consumo. Embora não seja específico, quando associado a outros parâmetros pode trazer sugestões diagnósticas importantes. Assim como o VPM, o PDW também aumenta na ativação plaquetária, podendo ser um marcador mais específico desta situação. Na oclusão coronária total o PDW aumenta, mas não é específico para esta situação.   Trocando em miúdos: Um PDW aumentado pode ser um bom marcador de ativação plaquetária, o que ocorre em casos de trombose venosa profunda, CIVD, tromboembolismo pulmonar e outros quadros de hipercoagulabilidade. Quer entender sobre os novos parâmetros da coagulação e sobre todo o coagulograma de uma vez por todas? Dá uma olhada no curso que comprovadamente coloca você como uma referência em Hemostasia e Coagulação, trazendo um valor imenso para o seu conhecimento e sua autoridade. Hemoclass HC - Hemostasia e Coagulação se clicar acima e o link não abrir, copia o link abaixo e cole no seu navegador https://payment.hotmart.com/W6407893T?checkoutMode=10  
SAF sindrome anti fosfolipidio
24/01/2018 |    #Hemostasia e Coagulação  #Sindromes  #Coagulograma  #exames
Um caso do mês de Janeiro – enviado por um dos alunos do curso HemoClass HC!!!   Paciente sexo feminino, encaminhado pelo geriatra, após cair da escada apresentou hematomas devido ao acidente e também passou a ter hematomas com pequenos traumas. Em análise relata que nunca teve problema com coagulação e o histórico da paciente revela também a normalidade de exames de coagulação. O coagulograma revela: Contagem de plaquetas: 303.000 TAP: 14s – RNI: 1,0 TTP: 132s Exames repetidos e confirmados Em uma segunda análise TTP: 180s Paciente apresentava Hb diminuída também. Como existe a ausência do histórico, não se pensa em problema hereditário de deficiência de fator de coagulação. Foi solicitado o Ddímero que se apresentou em 5.764ug/L Nossa aluna fez nova coleta, repetiu o TTP e fez o mix teste, mantendo o valor prolongado do TTP após o MIX.   Discussão: O prolongamento do TTP com normalidade de TAP sugere deficiência na funcionalidade dos fatores VIII, IX, XI, XII, CAM e PK. Como não há histórico, pensa-se em um problema adquirido. Geralmente as deficiências de fatores de coagulação se manifestam já na infância.   O MIX teste teve um papel fundamental neste caso. Como não houve a correção após o MIX, pensa-se em anticorpo ou inibidor adquirido contra algum dos fatores mencionados acima.   Outro ponto importante é o aumento do dímero D. Ele é um importante marcador de casos de hipercoagulabilidade. A paciente pode estar fazendo um quadro de TVP (trombose venosa profunda), ou algum outro quadro trombótico. Lembramos que o dímero D não é específico para identificarmos o quadro em si, mas muito útil para definir um estado de hipercoagulabilidade.   Essa situação caracteriza muito bem o quadro de SAF (Síndrome Anti-Fosfolipídio), caracterizada in vivo por estados trombóticos e in vitro comporta-se como inibidor de fatores de coagulação.   Esta situação pode ser secundária à doenças inflamatórias crônicas como Lupus, Artrite, Gota, etc....   Nesta situação o importante é verificar com qual dos fatores o anticorpo está reagindo para poder ter um suporte maior no caso de reposição, e também descobrir a doença de origem para elucidar o quadro.  Saiba como solucinar casos como esse e como tantos outros fazendo o curso que já é sucesso no Brasil inteiro!!! Segue o link para inscrição: https://payment.hotmart.com/W6407893T?checkoutMode=10  
VHS velocidade de hemossedimentação
24/01/2018 |    #Padronização  #Consultoria
O VHS(Velocidade de Hemossedimentação) é um exame amplamente solicitado e utilizado para investigações diagnósticas e acompanhamento de pacientes em estados inflamatórios.   Trata-se de um exame pouco específico, pois se altera em qualquer quadro inflamatório, aonde houver produção de proteínas de fase aguda como PCR ou imunoglobulinas, por exemplo, entretanto é um ótimo exame para acompanhamento de pacientes e devido ao seu baixo custo e técnica relativamente fácil e simples, acaba sendo incluído como um dos exames de escolha para verificação de quadro inflamatório. Antigamente se relacionava o VHS à quadros infecciosos, mas hoje sabe-se que ele se altera em diversas situações, o que o torna pouco específico como já comentado. O fundamento é que no processo inflamatório acontece a produção de proteínas de fase aguda (PCR, ferritina, fibrinogênio, etc....), e estas proteínas diminuem a força de repulsão das hemácias (potencial zeta), deste modo elas acabam sedimentando mais rapidamente. É importante ressaltar que o VHS tem valor padronizado para 1 hora. VHS de 2 horas não apresenta correlação clínica comprovada, e não deve ser utilizado. Outro ponto importante é a metodologia. Westergreen descreveu a técnica utilizado a diluição do sangue em citrato de sódio. Muitos laboratórios acabam utilizando o sangue total para VHS, o que não é recomendado, pois resulta em valores diferentes da técnica original podendo excluir um diagnóstico ou dar falso positivo. É fundamental que um laboratório que busque a excelência em seus exames utilize-se de técnicas fundamentadas e comprovadas. Como o VHS é um exame muito presente na rotina, recomenda-se que seja feito pela metodologia correta. Assista o vídeo abaixo e saiba como fazer corretamente o VHS.
Parasitose e Hemostasia
Por: Paulo Merisio em 27/12/2017 |    #Hemostasia e Coagulação  #Consultoria
As plaquetas possuem diversas funções além do processo de hemostasia, sendo algumas delas no processo inflamatório e também nas infestações parasitárias. Algumas evidências relatam a ação conjunta da plaqueta com os leucócitos no processo de defesa do organismo. O plasmódium por exemplo, além de invadir as hemácias também invade as plaquetas, sendo que nesta situação um VPM estar diminuído em crianças que apresentam convulsões do que em casos sem essa intercorrência. Casos assintomáticos costumam apresentar menor frequência de trombocitopenia do que casos sintomáticos. A função da plaqueta na malária é sugerida como um mediador da aglutinação das hemácias infectadas pelo plasmódium. Já na Leishmaniose visceral, o comportamento esperado das plaquetas é uma trombocitopenia, além da anemia e leucopenia, o que explica os frequentes fenômenos hemorrágicos nestes casos. Os ancilostomídeos, grandes causadores de hemorragias intestinais, com consequente perda de ferro, estão envolvidos na inibição da adesão e agregação plaquetária, na secreção e liberação de fatores de fibrinólise. Também atuam na inibição do fator X, em um papel semelhante à anti-trombina 3. O que se espera nestas infecções é uma diminuição na contagem de plaquetas e também no VPM. A inibição no processo de coagulação também é observada na ascaridíase, sendo que este processo inibitório auxilia a invasão destes parasitas. Na associação de áscaris com trichuris ainda se espera uma associação importante. Casos com ferritina diminuída, espera-se um VPM menor, compatível com microplaquetas. Na Giardíase, os parâmetros plaquetários alteram da seguinte forma: Trombocitose com discreta macroplaquetose relatada por aumento no VPM, e uma evidente anisocitose plaquetária, relatada pelo aumento do PDW. Estes parâmetros evidenciam a ativação plaquetária durante o processo parasítico. O aumento da contagem de plaquetas e VPM também é observado na Amebíase, e ainda vem acompanhada do aumento do PCT (plaquetócrito) e aumento do P-LCR, o que indica uma alteração morfológica plaquetária decorrente do processo. As alterações do plaquetograma não são específicas para estes processos, mas podem ser associadas para uma melhor interpretação. Também vem sendo encontrado, a cada dia mais, utilidades para os novos parâmetros plaquetários. Em Janeiro o curso HemoClass – HC – Entendendo a Hemostasia e Interpretando o Coagulograma será relançado. Não fique de fora da próxima turma.
Linfócitos Reativos
11/12/2017 |  
Os linfócitos reativos (LR) devem ser definidos e relatados no laudo mesmo que em quantidades baixas. Crianças até 4 anos possuem uma quantidade maior de linfócitos e a presença de LR é esperada. Desta forma deve-se relatar estas células mesmo que o paciente seja um RN ou uma criança. A nomenclatura foi padronizada para LINFÓCITOS REATIVOS, pois vários nomes eram utilizados para definição da mesma célula, dentre eles linfócitos atípicos. Existem vários tipos de LR, mas os subtipos levam à mesma interpretação clínica, não sendo necessária sua descrição como morfoloia I, II, III, GLG, etc.  Os critérios para reconhecimento dos LR são definidos e trazem uma segurança na identificação morfológica celular. Todos os detalhes da classificação, caracterização e interpretação dos LR, além de um mini atlas, você encontra no e-book Linfócitos Reativos para Analistas Clínicos,  disponível no link abaixo: https://payment.hotmart.com/X5966042R?checkoutMode=10    
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