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Linfoma de Burkitt em um caso clinico
27/03/2019 |    #Leucemia  #Hematoscopia  #Sindromes  #exames
E o nosso super-hemato-caso-clínico vem do programa Hemograma Top, dos meus colegas Valber de Freitas Matias e Humberto Medeiros. É um programa excelente, que eu recomendo.   Paciente masculino, 24 anos, à 2 meses apresentando quadro de astenia, febre à 15 dias, relato de sangue nas fezes de modo esporádico. Apresenta hepatoesplenomegalia, e o hemograma à seguir:   Eri: 3,56 / HB: 11,5 / VG: 29,9 / VCM: 84,1 / HCM: 32,2 / CHCM: 38,2 / RDW: 15,3   Leucócitos: 17.600 / Plaquetas: 50.700 / VPM: 5,52   Diferencial leucocitária: seg: 11 / bastonete: 3 / linfócito: 29 / mono: 2 / eosino: 2 / blasto: 53   a descrição do laudo conteve o seguinte:   Blastos de tamanhos médios à grandes, moderada relação n/c, cromatina fina e homogênea, com um  ou mais nucléolos proeminentes. Intensa basofilia citoplasmática e apresentando múltiplos vacúolos com características das células de Burkitt   A leucemia linfoide aguda possui, basicamente, três variantes morfológicas, sendo L1, L2 e L3. Essas variações são verificadas e decididas na HEMATOSCOPIA, sendo de extrema importância que o profissional esteja familiarizado com essas situações, para que o laudo seja informativo e realmente auxilie o médico na investigação diagnóstica.   Este caso a tríade leucêmica (leucocitose + anemia + trombocitopenia) não está tão evidente, devido à anemia leve apresentada, mas a morfologia dos blastos entrega totalmente o caso.   A segurança para se liberar o laudo só vem com o conhecimento e com a prática, e confere autoridade ao profissional, culminando no reconhecimento do mesmo como uma referência para casos hematológicos complicados.
Mieloma Multiplo SQN
25/02/2019 |    #Leucograma  #Padronização  #Hematoscopia  #exames
Paciente 54 anos, encaminhado ao hematologista   Eri: 3.22 / HB: 9,3 / VG: 28,1 / VCM: 87 / HCM: 29,0 / CHCM: 33,3 Leucocitos totais: 1.900 Plaquetas: 177.000   Diferencial (aparelho): Linfócitos: 59 / Monocitos: 17 / Neutrófilos: 22 / Basófilos: 2   Alarme para linfócitos reativos   Ao se analisar a lâmina se verifica um intenso rouleaux (conforme imagens), policromatofilia e ainda presença de linfócitos reativos linfoplasmocitóides.   A suspeita inicial, levando em consideração os dados clínicos do paciente, idade e hemograma, é mieloma múltiplo.   Foi solicitado pesquisa de proteína monoclonal a qual deu AUSENTE, e um FAN reagente em 1:320.   Mais pesquisas e investigações e este caso termina aonde menos se esperaria.   Exame para esquistossomose reagente!!!   Um hemograma que aponta para um rumo, mas durante o percurso se confirma outro diagnóstico. A hematologia tem disso, por isso a importância de se conhecer os processos fisiopatológicos e saber quais alterações eles provocam!!!   A ausência de proteína monoclonal afasta definitivamente a possibilidade de MM, mas a produção de anticorpos em grande quantidade contra o parasita explica os linfocitos reativos e o rouleaux eritrocitário!!! E a eosinofilia??? Na fase aguda, espera-se um hemograma com leucocito­se e eosinofilia importante com 70 a 80% de eosinófilos em sangue periférico. O exame de fezes pode ser negativo (os ovos ainda estão atravessando a parede intestinal). O diagnóstico da esquistossomose aguda é feito pelo encontro de ovos nas fezes e/ou pela sorologia associada aos dados clínicos e epidemiológicos do paciente. Entretanto, na fase crônica, os pacientes podem apresentar pancitopenia devida ao hiperesplenismo e alterações inespecíficas como aumento de enzimas hepatocelulares e outras alterações associadas com hepatopatias.   
Monocitos Displasicos
18/02/2019 |    #Leucemia  #Leucograma  #Padronização  #HemoClass Leucemias
Os monócitos são células mononucleadas que podem exibir vacúolos no seu citoplasma e também no núcleo. Estes vacúolos não apresentam significado clínico, pois a célula com atividade fagocítica da linhagem é o macrófago, ao qual o monócito se diferenciará depois de migrar aos tecidos. Em algumas doenças essas células aparecem displásicas, com maturação incompatível de núcleo/citoplasma, e ainda núcleos totalmente bizarros. Pode ser um indicativo de síndrome mielodisplásica ou de outras doenças onco-hematológicas.   Como relatar: presença de monócitos displásicos   Dica: Mesmo displásicos, os monócitos podem apresentar vacúolos.
Caracteristicas dos Linfocitos Reativos
04/02/2019 |    #Leucograma  #Padronização  #Hematoscopia  #Consultoria
Introdução: Linfócitos reativos (LR) são variações morfológicas de linfócitos T e B ativados, originados como resposta a estímulos virais e inflamatórios, na presença de fármacos, na rejeição a transplantes e em situações de grande estresse ao sistema imunológico. Sua identificação ainda gera dúvidas na rotina laboratorial. Objetivo: revisar as características morfológicas dos LR, visando sua correta identificação na rotina laboratorial. Desenvolvimento: os LR variam de 10 a 30 μm; a cromatina possui regiões grosseiras e dispersas, evidenciando a síntese de DNA nas áreas mais claras. Podem ou não apresentar vacúolos; o citoplasma é irregular e basófilo, com a região periférica escurecida devido à intensa transcrição de RNA, podendo ainda ser visível o Complexo de Golgi aumentado pela intensa atividade ribossômica. Morfologicamente, são subdivididos em plasmocitóides, células de Downey I, II e III. Os plasmocitóides são arredondados, com tamanho intermediário, a cromatina forma pequenas massas densas, os nucléolos são indistintos e o citoplasma é abundante, mais claro na região perinuclear. As células de Downey I são mais raras e possuem quantidades fracas a moderadas de citoplasma basofílico, com núcleo recortado, dobrado ou lobulado e cromatina condensada. As células de Downey II são as mais comuns, com núcleo arredondado, cromatina moderadamente condensada e nucléolo indistinto, citoplasma azulado pálido, pouco granulado. As células de Downey III são maiores, com núcleo redondo ou oval, cromatina dispersa e citoplasma abundante, intensamente basofílico. Discussão: um adulto saudável possui de 2 a 6% de linfócitos reativos circulantes. Em doenças como a dengue, a contagem de linfócitos reativos chega a 10% dos leucócitos totais; na mononucleose infecciosa, por exemplo, pode ultrapassar 20%, evidenciando-se como um possível marcador clínico, diagnóstico e prognóstico. Conclusão: saber identificar corretamente linfócitos reativos na rotina laboratorial é de extrema importância para a investigação diagnóstica laboratorial. Esse artigo foi escrito em conjunto com a farmacêutica Alana Rubia Hotênio de Santana, e ganhou o premio de melhor resumo do CBAC de 2017. A partir deste resumo, escrevemos o e-book Linfócitos Reativos para Analístas Clínicos, que foi sucesso de vendas em 2017 e 2018, sendo relatado como a melhor ferramenta disponível para caracterização, identificação e interpretação dos linfócitos reativos. Clique aqui para conhecer o e-book Caso não funcione, copie e cole o link abaixo em seu navegador. https://pay.hotmart.com/X5966042R?checkoutMode=10  
Leucemia Mieloide Aguda m1
25/01/2019 |  
A leucemia mielóide aguda subtipo m1 é uma situação morfológica que já apresenta alguma evidencia de componente mielóide nas células leucêmicas. Entretanto, não é tão fácil assim esse reconhecimento, pois ainda se trata de uma leucemia aonde a mutação acontece em uma célula bastante indiferenciada.   Os blastos apresentam nucléolo bem delimitado, com esboço de granulação citoplasmática, podendo apresentar vacúolos. Os bastonetes de auer podem ser vistos neste subtipo, mas não é comum de se encontrar. A tríade leucêmica é um achado importante do hemograma.   É uma leucemia que acomete preferencialmente adultos, costuma ter prognóstico razoável e corresponde a 20% dos casos de LMA, sendo que nas provas complementares, se espera mais de 3% dos blastos com positividade para mieloperoxidase e sudam black B.   Uma possível confusão morfológica pode acontecer entre os blastos desta leucemia com os blastos da LLA l2, e também com a LMA m5a   Os critérios diagnósticos para confirmação definitiva da LMA m1 são: Blastos > do que 30% das células nucleadas da medula óssea, e blastos > 90% das células não eritróides da medula óssea. Positividade para MPO e SBB maior que 3% (blastos) Componente granulocítico (células da linhagem granulocítica) em maturação <10% das células não eritróides da medula óssea. Componente monocítico (promonócito, etc...) <10% das células não eritróides da medula óssea. Imunofenótipo => pelo menos 3 marcadores descritos: CD13, CD33, CD34, CD7, CD4, CD11b e HLA-DR CASO CLÍNICO  O caso em questão apresenta um caso de uma mulher, 28 anos, fazendo exame de rotina. Eri: 2,51 / Hb: 8,0 / VG: 24,01 / VCM: 96 / HCM: 32 / CHCM: 33 / Leucócitos: 10.050 / PLT: 75.000   O aparelho liberou uma contagem de 57% de monócitos. Ao revisar a lâmina, se encontrou vários blastos, que correspondiam à contagem de monócitos do aparelho.   Embora a tríade leucêmica não esteja presente, a morfologia sugere uma leucemia indiferenciada, mas com alguns aspectos mielóides.   A imunofenotipagem confirmou os marcadores da LMA m1.   Veja algumas fotos abaixo da lâmina deste caso.
Mieloma Multiplo
15/01/2019 |    #Leucemia  #Hematoscopia  #exames
Mieloma múltiplo Corresponde a 1% de todos os tipos de câncer e 10% de todas as neoplasias hematológicas, afetando principalmente paciente idosos, com pico de incidência entre os 60 e 70 anos. Essa doença caracteriza-se pela proliferação clonal e descontrolada de plasmócitos maduros na medula óssea, o que resulta na produção de uma proteína monoclonal (proteína "M"), geralmente uma imunoglobulina ou fragmento da mesma, que pode ser identificada no sangue (pico monoclonal na eletroforese de proteínas), na urina proteína de bence Jones ou em ambos os locais. Quanto ao componente monoclonal o detalhamento diagnóstico é realizado rotineiramente com imunofixação de proteínas no sangue na urina dosagem de imunoglobulinas e técnicas  mais recentes como a detecção de cadeias leves livres no soro (Freelite), caso este recurso esteja disponível. As principais manifestações iniciais da doença são anemia, dor óssea e infecçoes. Ao diagnóstico, o hemograma revela apenas anemia normocítica e normocrômica, com leve tendência a macrocitose, na maioria dos pacientes. Além disso, a presença de hiperparaproteinemia torna comum a observação do fenômeno de Rouleaux eritrocitário(empilhamento de hemácias) no esfregaço de sangue periférico. Vale ressaltar que os plasmócitos, geralmente abundantes na medula óssea, só são vistos no sangue periférico nos casos avançados. O mieloma múltiplo é uma doença ainda é incurável com tratamento convencional, sendo que o transplante de medula óssea autogênico ainda constitui a melhor opção terapêutica nos pacientes apto a realização do procedimento. Créditos: Dr. Valber de Freitas Matias / Flavio Naoum
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